O TREC e o KREC são testes laboratoriais essenciais para a triagem de imunodeficiências primárias, especialmente em recém-nascidos. Vamos conhecer mais sobre eles?
No último Blog, mencionamos os exames TREC (T-cell Receptor Excision Circles) e KREC (Kappa-deleting Recombination Excision Circles). Vamos entender melhor o que são eles?
O TREC e o KREC são testes laboratoriais essenciais para a triagem de imunodeficiências primárias, especialmente em recém-nascidos. Esses exames avaliam, respectivamente, a produção de linfócitos T e B, células fundamentais para o funcionamento adequado do sistema imunológico.
Exame TREC: O TREC mede a quantidade de círculos de DNA produzidos durante o desenvolvimento dos linfócitos T no timo. Uma baixa contagem de TREC pode indicar imunodeficiência combinada grave (SCID), uma condição rara, mas potencialmente fatal, se não diagnosticada e tratada precocemente.
O que é o timo? O timo é um órgão linfóide localizado no tórax, acima do coração, essencial para o desenvolvimento do sistema imunológico. Ele é responsável pela maturação dos linfócitos T, que desempenham um papel crucial na defesa do organismo contra infecções.
Exame KREC: O KREC avalia a produção de linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos. Uma baixa quantidade de KREC pode indicar agamaglobulinemia, uma doença caracterizada pela ausência de anticorpos e susceptibilidade a infecções recorrentes. Para saber mais sobre a agamaglobulinemia, acesse o post a seguir:
Esses exames são realizados a partir de uma amostra de sangue coletada do calcanhar do recém-nascido, semelhante ao teste do pezinho tradicional. Com a inclusão dos testes TREC e KREC no painel de triagem neonatal, é possível identificar precocemente imunodeficiências graves, permitindo o início imediato de tratamentos, como o transplante de medula óssea, que podem salvar vidas.
Importante ressaltar que ambos os testes são usados no período neonatal e ao longo do primeiro ano de vida como teste de triagem. O diagnóstico definitivo é feito por meio de hemograma, imunofenotipagem completa, dosagem IGA, IGM, IGG e outros testes específicos em qualquer fase da vida.
Quando o transplante de medula óssea é necessário?
O transplante de medula óssea é indicado em casos graves de imunodeficiências primárias, como a imunodeficiência combinada grave (SCID), quando o organismo não consegue produzir linfócitos funcionais. É também uma opção para pacientes com agamaglobulinemia que não respondem ao tratamento convencional. O transplante substitui as células defeituosas por células saudáveis, restaurando o sistema imunológico.
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